segunda-feira, 7 de julho de 2008

Palmáceas Oleíferas

A Embrapa Agroenergia participou neste mês, dia 11, do "5º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, realizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). A Unidade coordenará o I Simpósio Brasileiro de Palmáceas Oleíferas para a Produção e Uso de Óleos e Biodiesel, que acontece durante o congresso, na própria Universidade, nos dias 10 e 11 de julho.

Segundo o chefe da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães, o workshop vai possibilitar o levantamento do estado da arte de cinco palmáceas oleíferas, no que se refere à ocorrência natural, domesticação, potencial de produção de energia e outros usos. São elas: a Macaúba (Acrocomia aculeata (lacq ) Lood. ex Mart), a Palma/Dendê (Elaeis guineensis, Jacq.),o Tucumã (Astrocaryum aculeatum) G.F.W. Mayer), o Inajá (Maximiliana maripa) e Babaçu.

Durante a apresentação, Durães abordará pontos como desafios nacionais, energia de biomassa, diagnóstico do biodiesel e visão estratégica da utilização de palmáceas.

A idéia é apresentar, além do trabalho da Embrapa Agroenergia, no que diz respeito ao uso de palmáceas para biodiesel, o esforço corporativo de PD&I para o produto. Durante o evento, os participantes se dividirão em grupos para estabelecer os principais pontos para a pesquisa e, em seguida, os trabalhos serão apresentados.

As inscrições para o simpósio terão início às 8h, no local do evento. Além da Embrapa, participam também o Instituto Agronômico (IAC), Universidade Federal do Paraná (UFPR), organizações não governamentais, entre outros.

Fonte:

Ver ainda: Biodiesel e código florestal retomam questão de espécies exóticas

Biodiesel de dendê, uma alternativa ecológica

7 de Julho de 2008 - Entre as oleaginosas cultivadas, o dendenzeiro ou palma (Elaeis guineensis, Jacq.), é a planta que apresenta a maior produtividade por área cultivada. Produz, em média, 10 vezes mais óleo do que a soja. Em condições ecológicas excelentes, pode produzir até 8 toneladas de óleo por ha/ano. Na Amazônia, produções de 4 a 5,5 toneladas de óleo/ha/ano são normalmente obtidas tanto nas pesquisas da Embrapa quanto em plantações comerciais. Essas resultados são possíveis em quase toda a Amazônia, com regime de chuvas melhor distribuído e déficit hídrico de até 200 mm/ano.

O dendê é uma planta perene, uma palmeira de grande porte. Com as práticas culturais adotadas no seu cultivo, constitui-se em um sistema de produção agroindustrial, com aceitável estabilidade ecológica e baixos impactos negativos ao ambiente. Tem a vantagem de ser um sistema altamente produtivo e permanentemente valorizado, em substituição à agricultura itinerante e ao extrativismo predatório da floresta, dominantes na Amazônia e insustentáveis, além de baixa capacidade de geração de renda.

A planta produz três anos após o plantio e tem sua produção é distribuída ao longo do ano, por mais de 25 anos consecutivos. É excelente atividade para a geração de empregos permanentes, com excelente remuneração, ideal para projetos de colonização. A dendeicultura é uma das poucas opções viáveis para a Amazônia, contribui com o meio ambiente, sem limitações tecnológicas. A dendeicultura irrigada poderá ser uma grande opção sustentável para a geração de ocupação e renda para as regiões menos chuvosas da Amazônia (Sul do Pará, Rondônia, etc), pré-Amazônia (Mato Grosso, Maranhão, Tocantins) e até mesmo para o Nordeste e o cerrado brasileiros, com potencial de produção que pode chegar até 8 toneladas de óleo/hectare/ano.

O fruto de dendê produz dois tipos de óleos, extraído por processos físicos: pressão e calor, sem uso de solventes químicos. O óleo de palma ou dendê ocupa hoje o 1 lugar na produção mundial de óleos e ácidos graxos, ultrapassando a soja. Graças ao seu baixo custo de produção, boa qualidade e ampla utilização, o óleo de palma é aplicado como matéria-prima para diferentes segmentos nas indústrias alimentícias, de sabões e cosméticos, oleoquímicas e farmacêuticas. Atualmente, é mais usado na indústria alimentícia, responsável pela absorção de 80% da produção mundial.

O óleo de dendê está entre os mais qualificados para o biodiesel, por sua composição, alta produtividade, seu baixo custo, produção distribuída ao longo de todo o ano, oferta regular e crescente, além de destinar-se a áreas de distintas de produção, não competindo com outros cultivos alimentares. O biodiesel precisará contar com todas as vantagens do óleo de dendê para realizar todo o seu potencial social, econômico e ecológico na matriz energética brasileira e mundial.

Fonte: - Caderno C - Pág. 8

Edson Barcelos - Especialista em Dendê, Pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental e Atual Diretor Presidente do IDAM - Instituído de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas.

domingo, 6 de julho de 2008

TECA (Tectona grandis)


Tamanho: 20 a 35 m de altura e 0,95 m de diâmetro, na idade adulta.

Polinização: abelhas e diversos outros insetos.

Clima: próprio das regiões tropicais quentes, livres de geadas. No Brasil, a teca se desenvolve melhor nas regiões com temperaturas médias anuais acima de 24ºC.

Regime Pluviométrico: precipitações entre 1.200mm a 2.500 mm, com período seco ideal de 3 a 5 meses de duração.

Solo: deve ser profundo (mais que 1,5 m), bem drenado, arejado e razoavelmente fértil. Os solos de textura média são os mais indicados e solos ácidos não são adequados para seu cultivo.

Frutos: cilíndricos, de cor marrom, com quatro sementes. A primeira frutificação ocorre aos 5 ou 6 anos de idade. A coleta de frutos é feita manualmente no solo ou diretamente das árvores.

Germinação: variável (10 a 70%) devido à dormência e à maturação incompleta pós-colheita.A germinação das sementes é aumentada pelo armazenamento adequado, pelo período de um ano ou mais. A dormência ou demora na germinação pode ser de alguns dias até um ou vários anos. Para acelerar a germinação, os frutos são colocados sob água corrente durante 24 a 72horas e em seguida secos ao sol. Este procedimento deve ser repetido durante uma a duas semanas, com o objetivo de reduzir o período necessário para germinação de dez até 20 dias.

Produção de Mudas: deve-se adquirir sementes de boa qualidade, de fornecedor credenciado e idôneo. A implantação da cultura de teca pode ser realizada através de mudas de raiz nua,denominada muda-toco, que pode ser transplantada para recipientes individuais ou ser diretamente plantada no campo. A desvantagem é que sua produção demora de quatro a onze meses. Ultimamente, tem-se produzido mudas em saquinhos plásticos e tubetes.

Espaçamento: iguais ou maiores que 2,5m x 2,5m (1.600 plantas/ha ou menos), produzindo os melhores resultados e evitando a necessidade de desbastes freqüentes. Um espaçamento interessante é o 3 m x 2 m.

Tratos silviculturais

Poda: recomenda-se a poda para restringir o núcleo nodoso do tronco a um diâmetro de 10 a 12 cm, valorizando a madeira. As alturas de poda poderão ser diferentes, mas a retirada da copa viva não deve ultrapassar um terço do total, devendo-se relembrar que 70% do valor de uma árvore está em seu terço inferior, evidentemente quando não ocorrerem defeitos na madeira. Nesta porção do tronco é que se deve investir

Controle de ervas daninhas: é necessário rigoroso controle de ervas invasoras, pois a planta é sensível à competição por umidade.

Controle de formigas e outras pragas: formigas cortadeiras e formiga-limão são grandes inimigas da teca. Os danos observados vão desde cortes nas folhas a corte do ápice da árvore, causando brotação lateral das árvores, comprometendo a forma das mesmas. Também acontecem ataques esporádicos de lagartas tais como: a lagarta-de-cartucho (Spodoptera frugiperda J.E. Smith, 1797) e a Hyblaeapuera (Cramer, 1777) (Lepdoptera: Hyblaeidae), sendo esta uma praga de grande importância para a cultura da teca, já que é um desfoliador que causa danos severos em outras partes do mundo

Produtividade

A produtividade média situa-se entre 10 a 15m /ha/ano, totalizando de 250 a 350 m /ha ao longo de 25 anos num regime com 4 desbastes.Cerca de 50 a 60% da produção total é colhida no corte final, correspondendo a cerca de 150 e 230m3/ha.

Utilização

Madeira: a madeira adulta é praticamente imune a ataques de fungos e cupins.

A madeira da teca tem extraordinária beleza e excelente qualidade em todos os aspectos, e apresenta trabalhabilidade fácil.

A teca pode ser utilizada em carpintaria em geral, para tornearia e fabricação de chapas. É considerada como insuperável na construção naval, e extremamente adequada para todo o tipo de construções dentro e fora de água.

Fonte: EMBRAPA Florestas

Tectona grandis (Teca)

Teca é nova opção na indústria mundial

Mudas de Teca - Disponível aqui até 17/10/2008

Opções de Oleaginosas para o Biodiesel no Brasil

O programa nacional de biodiesel é hoje uma realidade em constante adaptação e estruturação, até porque não poderia ser diferente, haja vista a sua tão recente criação e implementação feita em tempo “record”, mérito dos empresários brasileiros, que entenderam e atenderam a convocação do governo para gerar mecanismos de combate aos efeitos negativos nas questões ambientais do uso de combustíveis fósseis e a necessidade urgente da produção de um substituto ambientalmente viável. Aliado a isso, a disponibilidade de alternativas de matérias-primas para o processamentoexplicariam os triunfos do projeto do biodiesel. Este contexto promissor tornou o biodiesel uma ótima opção para agregar valor a produtos tradicionais, como a soja.

Apesar do incentivo do governo para a produção de biodiesel usando mamona e dendê como uma forma de inclusão social, e da disponibilidade de diversas matérias-primas para o processamento, temos visto que a principal oleaginosa usada, hoje, para produção de biodiesel é a soja. A razão disso é muito simples de se entender: Apesar de o grão de soja conter apenas 18% de óleo, exigindo mais área que outras oleaginosas, por exemplo, enquanto a soja produz 600kg de óleo por hectare, o dendê produz 6.000kg, o que exige apenas 10% da área para produzir a mesma quantidade de óleo, o agronegócio da soja é o mais bem estruturado para atender esta grande demanda gerada em tempo tão curto, pois é a cultura com maior organização da cadeia produtiva, com sistema de produção dominado, mercado estabelecido e diversificado, grande capacidade de resposta e muito adequado às condições de clima e solo, conta com uma produção expressiva e com preços competitivos muito bons em relação às outras opções. Portanto, nos próximos anos, dificilmente a soja será superada como fornecedora de matéria-prima do biodiesel.

Com relação à pesquisa da soja como fonte de biodiesel um dos principais aspectos positivo, apontam os pesquisadores, é que o grão tem alta capacidade de resposta a induções de mercado, no curto prazo. Se o mercado exigir a semeadura de mais um milhão de hectares a cada ano, durante os próximos 15 anos, o setor responderá tranqüilamente, sem sobressaltos. Outro ponto positivo, é que na técnica da produção de biodiesel a partir da soja já é possível fazer sem a utilização do hexano, um elemento altamente poluidor e utilizado tradicionalmente para extrair triglicérides de óleos vegetais a partir da matéria-prima bruta, antes da fabricação do biodiesel. No caso da soja, o ciclo de extração é fechado, ou seja, o hexano extrai o óleo da soja, depois o óleo é separado do hexano, que é utilizado novamente para extrair óleo da soja. O hexano nunca é perdido no processo.

No que se refere à geração de empregos, observa-se que a opção pelo biodiesel de soja não é a mais apropriada, sobretudo quando comparada com a produção de biodiesel de outras oleaginosas, como é o caso da mamona. Uma usina moderna de beneficiamento de soja, com capacidade de esmagamento de 2,5 t/dia, pode empregar 40 pessoas e o acréscimo, de 2.500.000 t/ano geraria em torno de 11.000 empregos; enquanto a produção de biodiesel de mamona tem como meta prevista pelo Governo Federal para 2010 assentar 153 mil famílias e gerara 1.350.000 empregos em toda a cadeia produtiva do biodiesel. Esta meta é resultado de uma projeção da capacidade de produção de 1.500.000 t/ano de biodiesel de mamona que permitirá uma mistura de até 5% ao diesel. Dessa forma, tomando-se como referência a mamona, o biodiesel de soja não tem sustentabilidade social.

Baseado nestes dados, podemos realizar algumas reflexões sobre a sustentabilidade da produção de biodiesel a partir da soja que podem ser inferidas, desde que adotadas as premissas básicas de não aumento da área plantada e da manutenção do óleo de soja como subproduto do agronegócio da soja.

Quais sejam:

  1. a sustentabilidade econômica estará assegurada porquanto a utilização da soja possa diminuir a capacidade ociosa do complexo das instalações de esmagamento, com a perspectiva de flexibilidade para expansão e a promoção da descentralização destas instalações de forma a favorecem a produção regional do biodiesel sem grandes impactos no preço final do biocombustível;
  2. o biodiesel de soja tem sustentabilidade estratégica duvidosa e politicamente incerta na medida que é mantida a tendência do esmagamento ficar em poder de grandes grupos econômicos, com forte influência de capital estrangeiro, associado ao seu natural vínculo com as leis do mercado financeiro, além de não gerar um número significativo de empregos, o que a torna socialmente excludente, como o foi o PROALCOOL; e,
  3. as discussões sobre a questão ambiental da produção de soja no Brasil não sofrera grande modificação, pois pressupondo a manutenção da área da sojicultura o balanço de carbono permanecerá inalterado, a novidade ficará por conta dos benefícios resultantes da redução de emissões de GEE, inerentes à queima de um combustível vegetal, dependentes das proporções de mistura do biodiesel ao diesel.
Vejamos a situação das outras matérias-primas que poderiam concorrer com a soja:
  • Óleo de Algodão. Considerado como subproduto pela indústria têxtil, tem como seu principal uso destinado à indústria alimentícia, ainda tem o seu uso voltado para o biodiesel restrito a algumas poucas usinas. Uma maior utilização desse óleo esta limitada a capacidade de sua absorção pela indústria têxtil.
  • Óleo de Canola (Azeite de Colza). Além de cara, a produção no Brasil é muito pequena. O que o país produz é destinado à alimentação humana.
  • Óleo de cozinha usado. Apesar de seu aproveitamento para a produção de biodiesel ainda ser pequeno existe uma tendência de crescimento devido os baixos custos de aquisição do produto e do apelo ecológico da sua retirada dos sistemas de esgoto.
  • Óleo de Dendê. Possui um grande potencial de utilização para a produção de biodiesel além de ter uma produção elevada por hectares e produzir um óleo de excelente qualidade, possui, ainda, um elevado potencial de ocupação de áreas desmatadas da Amazônia.Apesar do seu óleo ser caro e muito usado em produtos alimentícios, deverá ter uma importante expressão na produção de biodiesel. Para exemplificar o potencial do Dendê para o biodiesel, podemos usar os dados de pesquisas que mostram que o uso de apenas 5 dos 28 milhões de hectares com alta aptidão para a produção de palma disponíveis para o seu plantio e supondo uma produtividade média de apenas 4 ton/ha/ano, muito abaixo das 8 ton/ha/ano possíveis por essa cultura, poderia tornar o Brasil auto-suficiente em óleo Diesel, com a geração de milhões de empregos diretos e indiretos.
  • Óleo de girassol. Como o girassol no Brasil é plantado em épocas distintas da época de semeadura das principais culturas de alimentos, existe uma grande perspectiva de aumento não só da produção como da área de plantio. Ainda existe um grande espaço para a produção de óleo/torta de girassol, usados na alimentação humana e animal, e para a produção de biodiesel.
  • Óleo de mamona. A possibilidade de produção de biodiesel a partir do óleo de mamona criou um novo mercado para este produto capaz de absorver grande parte da produção dos países que utilizarão esta matéria prima, como o Brasil. A produção brasileira de mamona não tem aumentado - mesmo com todo o apoio recebido do governo -, o que tem limitado a utilização desse óleo a um pequeno percentual da produção de biodiesel.
  • Sebo bovino e outras gorduras animais. Tem representado uma importante matéria-prima para a produção de biodiesel no Brasil.
  • Outros óleos como o de nabo forrageiro, crambe, pinhão-manso e outras palmeiras têm uma produção ainda inexpressiva ou mesmo inexistente.

Veja também:

Pinhão-Manso: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BELTRÃO,N. E. M e Outros. Alerta sobre o Plantio de Pinhão Manso no Brasil, por. Campina Grande, 2006. 15p. (Embrapa Algodão. Documentos, 155). Em. http://www.cnpa.embrapa.br/publicacoes/2006/DOC155.pdf.

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SATURNINO , H . M. ; PACHECO , D. D. ; KAKIDA , J. ; TOMINAGA , N . ; GONÇALVES , N. P. (2004-2005) “Caracterização mineral de partes de plantas de pinhão manso (Jatropha curcas L.)”.

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SILVEIRA, J.C.Contribution a l’étude du pulghére aux iles duCap Vert. In: INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA (Campinas,SP). Anais... Campinas, 1934. v. 6, p. 116-126.

SUDENE. Pacto Nordeste: ações estratégicas para um salto do desenvolvimento regional. Recife, 1996. 77p. CULTIVO DE PINHÃO MANSO (Jatropha curcas L.).

TEIXEIRA, JOÃO P. F..TEOR E COMPOSIÇÃO DO ÓLEO DE SEMENTES DE JATROPHA SPP. Em http://www.scielo.br/pdf/brag/v46n1/17.pdf Acesso em 06/07/2008


Veja Também:
Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

Pinhão-manso

Pinhão-manso e o Biodiesel

Pinhão-Manso: DESVANTAGENS

O pinhão-manso apresenta algumas desvantagens.

  1. A maturação dos frutos é muito desuniforme, o que obriga os produtores a realizar inúmeras passagens na lavoura durante a fase de produção, o que pode aumentar significativamente os custos de produção;

  2. a sua madeira não tem grande utilidades devido sua baixa qualidade;

  3. as instituições bancárias ainda não estão preparadas para financiar o plantio de pinhão manso, pois não há garantia técnica para os produtores;

  4. as suas sementes são tóxicas;

  5. devido a sua toxidade, a sua torta ainda não serve para alimentação animal;

  6. não se adapta bem em regiões frias e/ou secas; e,

  7. o pinhão manso ainda não foi totalmente domesticado e não existe nenhum programa de melhoramento genético bem estabelecido no mundo que tenha resultado em, ao menos,uma cultivar que pudesse ser cultivada com maior segurança.




Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

Veja aqui as Fontes e a Bibliografia Consultadas

Pinhão-Manso: VANTAGENS

As vantagens do Pinhão-Manso o coloca no rol das plantas com grande potencial para a produção de biodiesel.

  1. Adaptado a solos fracos, pode se desenvolver bem em condições precárias de fertilidade;


  2. Apresenta um crescimento vegetativo e radicular bem rápidos, que permite um bom desenvolvimento inicial;


  3. Os testes feitos em seu óleo mostram que é bastante promissor;


  4. Podem ser uma boa fonte de renda para os produtores rurais;


  5. Podem ser usados para minimizar as ações da erosão eólica e pluvial;


  6. Por poder se propagar por sementes ou talos é de fácil propagação;


  7. Redução do exodo rural, com a fixação do homem no campo;


  8. Suas sementes não são atacadas por pássaros ou animais devido sua toxidade;


  9. Tem uma vida útil bem longa.



Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

Veja aqui as Fontes e a Bibliografia Consultadas

Pinhão-Manso: COLHEITA

O sinal de maturação é o escurecimento das cápsulas. As inflorescências são colhidas geralmente por mulheres e crianças.

A colheita dos frutos pode ser feita de duas formas destintas:

  1. Por catação manual, trabalho normalmente demorado e dificultado pelo latex exudado da planta; ou,
  2. vibrar o pé do pinhão, o que provoca a queda apenas dos frutos maduros, estendendo uma lona sobre o solo, facilitando a colheita e facilitando o transporte dos frutos pra secagem ao sol.
As plantas provenientes de estacas frutificam no terceiro ano, enquanto as originárias de sementes iniciam a produção com cinco anos.

BENEFICIAMENTO

O material colhido é levado para um terreiro, onde ocorrerá a secagem que, ajudada pelo sol e pelo vento, ocorre a deiscência dos frutos. A separação das sementes das cascas é feita por meio de trilhadeiras e peneiras.

RENDIMENTO

Na bibliografia consultada não foram encontrados dados consolidados sobre a produtiovidade do pinhão-manso em condições de campo bem como relatos de experimentos com validade científica de longa duração, seja no Brasil ou em outros países, há somente estimativas feitas sem o uso de metodologia adequada ou por métodos questionáveis, tais como extrapolar a produção de uma planta isolada para produtividade numa lavoura comercial. A maior parte dos trabalhos científicos sobre pinhão manso são estudos de laboratório ou casa-de-vegetação sobre temas específicos, tais como fisiologia, toxicidade de suas partes, produção de mudas, tecnologia de sementes, transesterificação do óleo etc.

Pelo que podemos encontrar, dizemos que está relacionado a idade da cultura, dos tratos culturais, da regularidade pluviométrica, da fertilidade do solo.

A bibliografia fala em dados bastante conflitante, onde a produtividade pode variar de 100 kg até 5.000 kg de sementes limpas por hectare por ano.

A semente contém 27,90% a 37,33% de óleo. Na amêndoa se encontra 5,5 a 7% de umidade e 52,54% a 61,72% de óleo, segundo Silveira.

Segundo a Embrapa (2006) a produtividade, na Índia, até o terceiro ano é muito baixa.


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

Veja aqui as Fontes e a Bibliografia Consultadas

sábado, 5 de julho de 2008

Pinhão-Manso: PRAGAS E DOENÇAS

INSETOS

Não são muitos os insetos que atacam o pinhão, pois são repelidos pela exsudação do látex cáustico, quando recebe ferimento, em quase toda a plnta.


  1. Bostrichus, (Geoffroy, 1762) - ataca o lenho;

  2. Cercospora zeae-maydis (Tehon & E.Y. Daniels, 1925) e Cercospora sorghi f. maydis Ellis & Everh - Mancha foliar de Cercóspora – suscetível;

  3. Coccidae;

  4. Corynorhynchus radula - nas folhas e flores;

  5. Empoasca sp. - Cigarrinha verde - altamente suscetível;

  6. Fusarium sp., Rhizoctonia sp. e Phytium sp - Podridão das raízes – suscetível;

  7. Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl. 1909 - Seca-descendente - muito suscetível;

  8. Oidium heveae B.A. Steinm. 1925 - Oídio ou mofo branco – suscetível;

  9. Pachycoris torridus (Scopoli, 1772) - Percevejo – suscetível;

  10. Pachycoris torridus, (Scopoli, 1772) - Percevejo do pinhão bravo;

  11. Polyphagotarsonemus latus (Banks, 1904) - Ácaro branco – muito suscetível;

  12. Retithrips syriacus, (Mayet, 1890) - ataca as folhas;

  13. Scutelleridae, (Leach, 1815) - ataca os rebentos e partes tenras;

  14. Sternocoelus manihoti (Marshall, 1925) (Coleoptera: Curculionidae) -"Brocas do caule"-maior potencial de dano, aliado à dificuldade de controle;

  15. Sternocolaspis quatuordecincostata, (Lefréve,1877) - ( Besouro da limeira ) na folhagem;

  16. Stiphra robust Mello-Leitão 1939 - ataca as flores;

  17. Tetranychus mexicanus (McGregor, 1950) - Ácaro vermelho – suscetível;

  18. Thrips tabaci (Lindeman, 1889) - Tripes – suscetível;

MOLÉSTIAS

Nos terrenos úmidos o pinhão-do-paraguai é atacado por um Cogumelo, levando-o à morte. O tratamento consiste em drenar o terreno, proporcionando mais oxigênio às raízes, de modo que a vegetação seja satisfatória. A calagem é complemento da drenagem. As terras ácidas ou argilosas em demasia favorecem o ataque de moléstias.

Os Cupins reprentam um grande inimigo do pinhão quando novo. O controle é feito com aplicação de inseticida.

As Formigas parecem não representar grandes problemas à cultura.

As Cochonilhas - Dactylopius coccus (Costa, 1835) são de longe a pior praga da cultura. Pode cobrir todo o tronco da planta, levando-a a morte.

Pulgões atacam pricipalmente as inflorescências, podendo destrui-las

Como podemos observar, apesar de sua aparente resistência a doenças e pragas, há diversas informações de ataques por doenças (virose, oídio nas folhas, caules e flores, fusariose, podridão do sistema radicular e outras) e por pragas (cigarrinha, ácaro branco, trips, broca do tronco, percevejo, cupim e outras), pricipalmente em plantas jovens. Já em plantas mais velhas, podemos observar uma resistência a pragas e doenças em Jatropha curcas L.

Todas as pragas e doenças podem ser combatidas por métodos químicos ou biológicos.
O tratamento de sementes com fungicida e Tricoderma spp. ajudará a proteger a semente;

Na poda, devemos aplicar fungicida a base de cobre nos cortes para não torna-los pontos de entrada para fungos/bactérias.


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

Veja aqui as Fontes e a Bibliografia Consultadas

Pinhão-Manso: TRATOS CULTURAIS

Apesar de se tratar de uma planta rústica, deve-se manter o terreno sempre livre de plantas daninhas, principalmente em volta das plantas, pois a concorrência daquelas em água, ar, luz e nutrientes pode prejudicar e atrasar o desenvolvimento do pinhão, além de abrigar pragas e/ou insetos transmissores de doenças. O espaçamento permite que sejam feitas capinas mecanizadas ou com tração animal, até mesmo quando em consórcio com outras culturas, o que deve ser feito com a finalidade de reduzir custos com a cultura principal.

O cultivador à tração animal pode ser utilizado no espaçamento de 70 x 90 cm, permitindo o consórcio, nos primeiros anos, de milho, feijão, amendoim, entre outras.

COBERTURA DO SOLO

O pinhão é cultura permanente; o solo pode ser coberto com camada de matéria seca, tomando cuidado para evitar incêndio.

O empalhamento é grande defensor do solo contra a erosão; impede as gotas de chuva incidirem diretamente sobre o solo; evita que a enxurrada leve de roldão a terra da superfície; diminui a perda por evaporação da úmidade do solo; diminui a perda de humo, pelo menor aquecimento do solo pelos raios solares; enriquece o solo de matéria orgânica decomposta.


CAPINAS

Não merece negligência nas capinas, a despeito de se tratar de planta rústica. O mato concorre com a cultura quanto à luz, ao ar, à umidade e aos nutrientes. O mato ainda pode abrigar insetos que danifiquem diretamente ou ocultem insetos vetores de moléstias.

As capinas devem ser amiudadas principalmente na primeira fase de crescimento e desenvolvimento dos pinhões.

O espaçamento permite as capinas com a grade de discos, bem assim com o cultivador plané, até mesmo quando se pratica a consorciação, com a finalidade de suavizar os gastos com a cultura principal. O cultivador à tração animal desenvolve-se bem no espaçamento de 70 -- 90 cm, permitindo o plantio nos primeiros anos de milho, feijão ou equivalente.

PODA

Deve-se realizar uma poda anualmente para poder aumentar o numero de galhas elevando, assim, a produtividade da planta, bem como para evitar um crescimento exagerado da planta o que dificultaria as operações de colheita.
O periodo ideal para a poda é durante a estação da seca, pois, além de ser o periodo de latência da planta, ainda diminui o risco de ataques de fungos nas regiões de corte. No primeiro ano, a poda deve ser feita a 30 cm do solo e daí em diante, a cerca de 1,2 m, sempre lembrando de aplicar fungincida a base de cobre nas feridas.


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: PLANTIO

A época a ser preferida é a em que as chuvas são regulares, primavera -- verão, para dispensar regas, proteções de maneira que a vegetação delas s beneficie, cresça e se desenvolva normalmente, não sofra os malefícios da estiagem após o plantio.

A substituição das mudas mortas deve ser feita logo que observada a falha, com as mudas, cerca de 15% -- 20% deixadas no viveiro.

ESPAÇAMENTO ENTRE AS PLANTAS - Pode-se adotar desde 2 m até 5 m segundo a fertilidade da terra, suas condições físicas, condições climáticas, modo de condução das plantas.

Adotando-se 2 m ou 2,5, pode-se aumetar o espaçamento para o dobro, por exemplo 4 m a 5 m. Também as variantes : 2 m na linha e 4 m entre as fileiras ou ainda 2,5 m por 5 m. Ainda se pode proceder à seleção da cultura, arrancando as plantas de baixa prodtividade, aumentando assim a área de exploração das restantes, ou enxertando com material das mais produtivas. A plantação pode ser em quadrado, em xadrez ou outra modalidade.

Quando se planta para constituir cercas vivas, o espaçamento é de 20 a 50 cm entre as sementes ou estacas, que são preferíveis.

ABERTURA E PREPARAÇÃO DAS COVAS

Abertas as covas no mínimo com 30 cm e igual 30 cm pelo menos de profundidade, mistura-se a terra dos 10 cm da superfície com 8 ou mais litros de estrume de bovino ou composto, ou 2 litros de esterco de galinha, ou torta de mamona ou de pinhão, ou terra do mato.

O plantio de raiz lavada ou em bloco pode ser imediato ao preparo da cova, desde que a muda fique com o colo ou nó vital a 4 -- 6 cm acima do nível do terreno; não importa a exposição das raízes; é preferível ao enterro do nó vital.

Depois do pegamento das mudas procede-se a fertilização com 100 g de nitrocálcio ou semelhante, 400 g de fosforita, fosfato-de-araxá, farinha de ossos, 50 g de cloreto ou sulfato de potássio. A mistura é incorporada aos primeiros 5 -- 10 centímetros, retirados de cima da cova no ato de escavação. Repete-se esta aplicação 6 meses mais tarde. Todos os anos repete-se a adubação, sempre aumenta de acordo com o crescimento e desenvolvimento da cultura, a produtividade.

QUEBRA-VENTOS

São múltiplos os efeitos ocasionados pelo vento segundo a maior e menor intensidade.

Os ventos, sem referência ao ponto extremo da furacão, arrancam ávores, provocamdanificações estruturais no vegetal, atrofiam o desenvolvimento vegetativo, encurtam a vida dos vegetais; quebram pernadas e galhos, deformam a copa; danificam as folhas; arrancam folhas e flores; prejudicam e retardam a fecundação pela evaporação da secreção do estigma; arrancam , ferem, esfolam os frutos, roçando uns contra outros; transportam sementes de ervas daninhas e outras; disseminam fungos e esporos.

O vento normal ativa a transpiração, removendo o ar úmido próximo à copa, a polinização e a frutificação.

Os ventos com pequena velocidade de 50 m por minuto ativam a transpiração das folhas mais do que os ventos muito fortes; estes retardam o fenômeno; os estomas fecham-se.

Os ramos e as folhas agitadas, em movimento pela ação do vento, evaporam mais do que nas calmarias.

Tanto prejudicam os excessivos ventos frios como os quentes.

Os ventos indesejáveis frios, quentes, fortes podem impedir o aproveitamento do terreno para cultura.

Os ventos constantes de efeito direto indispensável à cultura podem conduzir à erosão eólica, quando o terreno é arenoso ou pouco consistente.

O vento pode, entretanto, beneficiar a plantação, misturando o ar quente com o frio e impedir a formação de geada.

Em vista de tais consequências desfavoráveis do vento, é mister escolher face menos exposta à sua perniciosa ação.

A cobertura do solo com palha, capim gordura ao natural e outros capins picados constitui proteção segura contra o vento, obstante a evaporação, a perda da umidade do solo.

A cultura de plantas pode servir de amparo, de cortina à lavoura em exploração econômica. O envolvimento e amarradio das folhas das mudas é meio de evitar que o vento as resseque. O estaqueamento das mudas no plantio definitivo, e ainda das próprias árvores, é outro meio de luta contra os ventos constantes e as ventanias ocasionais.

Outro recurso contra as correntes eólicas indesejáveis é enxertar em porta-enxerto que forneça pequena copa; cultivar planta de pequeno porte; provocar o nanismo por meio de poda drástica das raízes e do caule, da planta de crescimento vagaroso e robusto.

As essências destinadas a constituir quebra-vento precisam ser escolhidas, segundo as condições ecológicas, de crescimento rápido, de fácil propagação, tanto quanto possível de aproveitamento da produção e do material do desbaste, resistentes a doenças e pragas, sobretudo comuns à cultura a proteger; de raiz pivotante para permitir a eliminação das superficiais laterais com a abertura de trincheira..

Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: PROPAGAÇÃO

O pinhão pode ser reproduzido por via sexuada ou multiplicado por estacas. Em ambos os casos, as matrizes devem ser das melhores plantas, de modo a obter as melhores colheitas. A seleção das plantas matrizes deve ser rigorosa.

As plantas provenientes de sementes são mais robustas, de maior longevidade, a produção inicial é depois de 4 -- 5 anos. As oriundas de estacas, de galhos são mais fracas, de vida mais curta, de sistema radicular menos vigoroso, a produção, porém, começa no segundo ano. A longevidade desta euforbiácea, obtida por via sexual, em boas condições de produção, é de 30 a 50 anos; pode viver, entretanto, cerca de mais de um século, como se dá com a oliveira e poucas outras plantas cultivadas economicamente.

SEMENTEIRA

As sementes e estacas precisam ser trabalhadas na sementeira até alcançarem desenvolvimento adequado, cerca de 8 -- 12 cm, para serem levadas para o viveiro, ou diretamente para o campo de cultura.

As sementes nos canteiros ficarão espaçadas entre si 5 cm no sulco, de modo que 1 m² receberá 200 sementes, ou duas em cada cova, ou sejam 120 g por m². Pode-se contar com 25 mudas excelentes, depois do pegamento na plantação definitiva.

Devido a sua simplicidade e economia, o plantio por estacas é muito usado pelos agricultores, muinto embora não seja o mais tecnicamente recomendado

As estacas podem ser extraídas dos galhos lenhosos com um ou dois anos; as plantas devem ser de boa conformação, ter mostrado grande produtividade, apresentar perfeito estado de sanidade, livre de pragas.

As estacas precisam ser cortadas com ferramenta afiada, para não esmagar os tecidos. O pé da estaca requer ser mantido para cima, de modo que o látex coagule em torno do talho, onde formará um rebordo, de onde surgirão as primeiras raízes.

Os ramos mais próximos da base do tronco são os preferidos para o fornecimento de estacas tão retas quanto possível, de grossura média, casca lisa, acizentadas e brilhantes. Não servem os ramos de extremidade seca, casca destacada, rugosa, cor castanha. O comprimento das estacas convém ter 40 até 50 cm; os entrenos devem ser curtos, as gemas ou olhos salientes. Convém serem as estacas conservadas à sombra, em lugar fresco, com os rebordos contendo látex coagulado para cima, cobertos com capim, palha, prontas para enviveirameto ou plantação definitiva.

ENXERTIA

Pratica-se seguindo as normas estabelecidas para as demais plantas, de borbulha ou gema, de garfo. O látex que oxida é retirado com um pano limpo, como se age no caso do sapotizeiro, da seringueira, antes de se adaptar o escudo ou a gema. Ata-se a parte incrustada com fio ou pano encerado, também fita de material plástico.

As partes são bem ajustadas e não arrochadas. Decorridas duas semanas ou pouco mais, retira-se o amarrilho. Caso o enxerto não tenha pegado, repete-se a operação do lado contrário.

O enxerto de garfo no topo preferido é o de fenda ou pirâmide esvaziada. Sempre que se adota este sistema, deixa-se um broto, uma haste no porta-enxerto de modo a facilitar o pegamento.

Este sistema é usado para aproveitar plantas de baixa produção com garfo de outra produtividade elevada.

ENVIVEIRAMENTO DE MUDAS

A sementeira e o viveiro tornam-se dispensados. Constitui boa medida levar as sementes, as estacas diretamente para o campo, nas épocas chuvosas ou quando se dispõe de meios para irrigação.

A semeadura e o plantio definitivo têm a grande vantagem de evitar traumatismo nas raízes, ocorrência que repercute durante a vida inteira do vegetal.

O plantio definitivo, todavia, requer constante vigilância das plantinhas contra as pragas e as doenças.

Ainda mais não prescindem de constantes capinas, até que as plantas tenham desenvolvimento bastante para bem suportar a concorrência das ervas daninhas quanto á umidade, iluminação, nutrientes. Deve-se levar em consideração o maior consumo de sementes no campo de mudas, para evitar constantes ressemeaduras e o replantio.

As plantas jovens no campo sofrem muito com a irregularidade das chuvas, a incidência direta dos raios solares, obrigando as regas, a cobertas e a outras proteções.

A formação da lavoura é mais rápida alguns meses.

O enviveiramento das mudas dispensa todos os cuidados exigidos pelas mudas no campo, mas sofre o danoso traumatismo nas raízes do desplantio, tanto maior quanto menor for o diâmetro do bloco, com ou sem terra, de preferência não seja menor que 0,40 cm, apesar da maior dificuldade no transporte.

Ainda se pode plantar as mudas com as raízes lavadas, sem terra em vez de bloco; mas a perda por morte de plantas é maior. A vantagem é poder ser examinado o sistema radicular verificar a existência de nematóide, verme infestante comum nos blocos, que ainda de costume disseminam tiririca e outras ervas daninhas.

O plantio de raiz nua tem a vantagem de permirtir meticulosa inspeção do sistema radicular, para descartar os defeituosos pelo desenvolvimento raquítico, retorcido e fraco. Tais defeitos não podem ser observados na semeadura direta.

Tendo-se em vista o espaçamento no plantio da medicineira de 2 metros até 5 metros, a semeação e o plantio direto podem ser economicamente admitidos. Semea-se a cultura a ser consorciada, de maneira que ainda permita realizar, mecanicamente, as capinas com o cultivador a tração animal ou a trator.


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: ADUBAÇÃO e CORREÇÃO

CORREÇÃO

A tendência natural do solo é tornar-se ácido, e tanto mais quanto mais intensiva é a cultivação. O oxigênio está sempre presente.

A maior ou menor acidez pode ser determinada pela análise do solo. É indispensável a correção para se obterem colheitas econômicas.

A correção processa-se com calcário dolomítico, que ainda torna o solo mais permeável; os nutrientes do solo se solubilizam, a vida dos micróbios benéficos é mais intensa, as minhocas são mais abundantes.

Emprega-se o calcário moído na razão, em geral, de 1 a 5 t por ano e por hectare.

No solo demais ácido. com pH abaixo de 4,5 as raízes não funcionam. A análise para tanto requer ser realizada em laboratório especializado, idôneo.

A análise indicará a quantidade de calcário, de gesso, de macroelementos, e microelementos nutritivos, outros recursos para o máximo de êxito da safra.

A calagem deve ser realizada cerca de 3 meses antes do plantio, com o calcário incorporado a uma profundidade de até 20 cm do solo, em duas aplicações, antes da aração e quando da gradagem específica para a correção do solo


ADUBAÇÃO

Os solos pobres e cansados devem ser melhorados com o emprego de adubo orgânico, estrume de curral, adubo verde e outros. Não se deve adubar somente com os elementos minerais essenciais, nitrogênio, fósforo e potássio. Melhores resultados obtêm-se adiciona cálcio, magnésio e enxofre. Ainda se melhora o solo aplicando-se os elementos minerais, os oligoelementos, cujas doses são muito pequenas.

As fórmulas de adubação devem ser indicadas pelas análises praticadas em laboratórios especializados.

A adubação de oitiva pode prejudicar a fertlidade do solo; os resultados são anti-econômicos; as colheitas são menores quando as adubações são realizadas sem critério científico.

Por falta em absoluto de indicação dos adubos para o pinhão, pode-se aplicar em cada ano, na cova da planta em produção, 20 litros de estrume, 120 g de nitrocálcio, 100 g de cloreto ou sulfato de potássio, 200 g de farinha de ossos ou fosforita.

Está ao alcance do plantador de pinhão descobrir qual a melhor fórmula de adubação para a sua lavoura, Para tanto, empregará doses maiores e menores de um adubo e conservará fixas as quantidades dos demais pelo menos durante três anos. O número de plantas precisa ser no mínimo três anos. O número de plantas precisa ser no mínimo três; de preferência mais de cinco. Todos os anos colhem-se separadamente as produções, que serão rigorosamente pesadas. A média de 3 - 5 grupos de plantas adubados diversamente, orientará qual é o melhor adubo.

São várias e excelentes as utilidades do esterco. Uma da mais importantes é levar ao solo material para formação de humos, que é a base da sua fertilidade e estabilizador da sua estrutura. Outro grande valor do esterco é que contém oligoelementos ou elementos minerais em doses muito reduzidas, que afetam a produtividade da planta.

Estas propriedades importantíssimas do humos são conferidas ao solo pelo mato das capinas, pelas plantas-adubos e pelos resíduos das colheitas. Todas essas três fontes de matéria orgânica, depois de incorporadas ao solo, estão em condições de promover a formação do humos, inclusive estabilizar a estrutura, o que não se consegue com materiais comerciais de preço elevado e de aplicações anti-econômicas.

O estrume, porém, deve passar antes por uma esterqueira para ser “curtido”. O estrume mal cuidado constitui mau cheiro, criatorio de mosca , grande disseminador de germe e moléstias.

O estrume, mesclado com o resíduo das colheitas, camas de animais de cocheira e estabulados, pode ser, depois de adicionado fósforo, enterrado em sulco diretamente no campo.

O excesso de palha apesar de roubar nitrogênio do solo, restitui em dobro ou mais, assim que for incorporado ao solo.

ADUBO VERDE

Pode ser cultivado nas linhas logo após a colheita da cultura, ou ser cultivado em outro local e ser transportado inteiro ou picado para o campo da lavoura.

O adubo verde de planta leguminosa tem a vantagem de adubar, com as raízes contendo bactérias azotadas, o terreno em que foi cultivado, e a nova plantação com suas folhagens.

O adubo verde deixou liberadas e movimentou as substâncias minerais do solo; fomentou a estrutura e sua consistência; aumentou a atividade dos microsseres; evitou erosão; impediu o mato de sementar; enriqueceu com 50 - 60 kg de nitrogênio gratuito, retirado do ar atmosférico; trouxe do subsolo ácido fosfórico e potássio; as minhocas ativam seus trabalhos, circulando pelos canais construídos pelas raízes.

O terreno que recebeu a folhagem ficou enriquecido de humos produzido por matéria orgânica. A mucuna preta, Crotolária paulina, Crotolária júcea produzem em média, 25 toneladas por hectare, de massa verde na terra cansada, e 50, o dobro, em terra boa. O guando fornece, por ha, 20 toneladas na terra pobre, e 45 na terra fértil. O feijão de porco 15 e 20 t/h.

PREPARO MECÂNICO DO SOLO

O arado de aiveca tem um efeito de revolvimento e enterrio das sementes e plantas daninhas melhor que os outros arados, por isso deve ser o usado para o preparo da area de plantio. O nivelamento deve ser feito por uma grade leve, de preferencia a niveladora. O solo pode ser preparado seco ou no ponto da friabilidade, dependendo de sua textura e estrutura.


Durante a lavragem incorporar-se-ão ao terreno os resíduos da cultura anterior; o adubo verde ou a vegetação espontânea, sem nada destruir pelo fogo, que substituirão o estrume. Segue a gradagem cruzada, o nivelamento da superfície, a abertura das covas para receber as sementes, as mudas do viveiro, provindas de sementes ou de estacas enxertadas ou não.


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: USO do ÓLEO

Dá boa chama queimando sem esfumaçar. Pode ser gaseificado, misturado com óleo de rícino, para essa finalidade. Foi usado para iluminação em próprios rurais do Rio de Janeiro; alhures para iluminação pública.

Presta-se como lubrificante e combústivel nos motores " diesel" com quase igual potência que o gasoil.

É utilizada na indústria de fiação de lã, de tinta para escrever, tinta de impressão, tintas para pintura, misturado com óleo de tungue, cerca de 50% para aumentar a durabilidade do material, de pano de oleado, encerado, toldo, linóleos; para marcar roupa.

O óleo aquecido, ou exposto por muito tempo ao ar, muda a cor amarela para vermelho.

Menscer e Loury dizem, no entanto, que o óleo puro não se presta à pintura, embora após insuflamento em presença de secativo. Misturado com óleo de tungue, a secagem é demorada.

É meio secativo. Tem tido aplicação como óleo de lustrar. O óleo cozido, misturado com óxido de ferro, é de uso vulgar para envernizar móveis.

O maior emprego do óleo de pinhão é nas saboarias.

É solúvel na benzina e seus homólogos.

Um litro de óleo de pinhão pesa 924 gramas a 15°C ( Gloez ) e 910 a 10°.

O óleo é limpido na temperatura ordinária. É insolúvel no ácool a 96°C; é solúvel na água. Destrói-se a novicidade, aquecido a 100°C, em solução aquosa. Bastam 15 minutos de calor.

Conquanto tenha variadas aplicações, seu principal emprego é nas saboarias.

Os sabões potássicos são, todavia, difíceis de preparo com ele; saponifica-se muito facilmente com soda cáustica.

Saponifica-se com soda cáustica, fornecendo sabão duro, marmoreado de excelente qualidade, bastante solúvel na água, produzindo muita espuma.

Solidifica-se a 8ºC.

A amêndoa da semente, segundo A. Leal, compõe-se de :

Água ........................................ 12,80%

Matéria não azotada ................. 14,87%

Proteína .................................... 19,20%

Celulose ...................................... 4,08%

Matéria graxa ............................. 43,85%

Cinzas .......................................... 5,20%

As sementes do aquipélago de Cabo Verde, conforme Silveira, contêm 27,90% a 37,33% de amêndoa. A amêndoa encerra 7,00% de 5,50% de umidade; 52,54% a 61,75% de óleo.

A extração do óleo da amêndoa oscila entre 28 e 35%, conforme o teor do conteúdo na semente, o poder do espéler, do mesmo modo que na mamona.

Lewkowitsch conseguiu extrair 52% de óleo de amêndoa com éter.

São os seguintes, de acordo com o agrônomo Leal, analista da Estação Experimental de Cana-de-açúcar de Piracicaba, S.P.:

Peso específico a 15ºC ....................... 0,921

Ponto de saponificação ......................... 192

Ponto de solidificação ............................ 9ºC

Ìndice de iodo ......................................... 97

Índice de Hehner .................................... 92

Índice de refração a 15ºC..................... 1,4680


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Pinhão-Manso: CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS

O pinhão é arbusto ou arvoreta vivaz de, geralmente, 3-5 m de altura. Pode, entretanto, atingir 8 m até 12 m de altura com um diâmetro no tronco de 20 cm. As raízes são curtas e pouco ramificadas.(figura 01)



O caule é liso, macio, com escamas luzidias, esverdeado, cinzento-castanho. O xilema ou lenho é pouco resistente, brando. O tecido medular, o âmago ou medula, é desenvolvido. O floema, parte da casca formado pelos tecidos do câmbio e o âmago, encerra canais compridos nos quais circula o latéx, suco leitoso, e prolongam-se até as raízes. Esta emulsão, espécie particular de suco celular, é segregado em grande quantidade ao menor golpe ou ferimento; depois de seco é uma substância acastanhada com aspecto de resina.

O tronco ou fuste está dividido, a partir do nó vital ou base, e longos ramos, que se apresentam com muitas cicatrizes, sinais deixados pelas folhas quando caem.

A casca está coberta por uma camada de cera. J. Lack, estudando esta cera, concluiu ser composta de melissilato.

As folhas caducas encontram-se esparsas e alternadas; são largas, em forma de palma, com 3 a 5 lóbulos, recortes em ângulos obtusos, terminados em ponta aguda ou mucro; são verdes, pálidas, brilhantes, glabras ou destituídas de pêlos. (figura 02)

As nervuras são esbranquiçadas, ressaltadas ou salientes na face inferior da lâmina folhear.

O pecíolo é longo e esverdeado. Com a nervura princiapal partem do pecíolo outras nervuras, divergentes como os dedos de aves.

Os pecíolos caem em parte quando termina a estação seca, ou durante a estação fria; fica em hibernação. Neste estado permanece até o começo da primavera ou das chuvas na região seca. O término do repouso vegetativo é demonstrado com o rápido espontar dos raminhos, no ápice dos galhos do ano transposto. Na mesma ocasião do rompimento das folhas, surgem as inflorescências.

A inflorescência é em cimeira definida. O eixo, raque ou pedúnculo principal, sempre termina em flor.

As flores são amarelas ou esverdeadas, com estrias avermelhadas: monóicas, isto é, unissexuadas; apresentam-se na mesma planta, mas o sexos estão separados. (figura 03)

As flores masculinas são em números maior; estão localizadas na ponta da ramificação.

As flores femininas, menos numerosas que as masculinas, encontram-se nas ramificações.

As flores masculinas constituem de um cálice com 5 pétalas; a corola campulada, em forma de sino ou campânula, com 5 pétalas, com o pedúnculo articulado. As flores femininas apresenam-se com pedúnculo longo, não articulado, diferindo das masculinas; o perianto, todavia, é semelhante ao da flor masculina.

O ovário está constituído por três carpelos, estilete de três ramificações bífidas, divididas em duas partes, três lóculos ou cavidades ou sacos polínicos.

Cada inflorescência em cacho possui 10 ou mais frutos.

O fruto é cápsula ovóide, castanho-escuro, quase redondo, com os extremos achatados, com diâmetro de 1,5 a 3 cm, mantendo-se constante à base do estilete; apresenta-se com seis sulcos rasos no sentido do comprimento, indicando as suturas ventrais e dorsais dos carpelos. (figura 04)

O fruto em geral trilocular com uma semente em cada cavidade é constituído por um pericarpo ou casca resistente, lenhosa, encerrando uma, duas, até três sementes por membrana ou tabique. Cada membrana divisória corresponde a uma sutura exterior da cápsula.

O fruto compõe-se de 53% a 62% de sementes e 38% a 47% de casca; cada uma pesa 1,53 a 2,85 gramas, ou a média de 2,2 g em número redondo; varia com o tamanho do fruto.

O fruto contém, segundo o agrônomo Leal, da Estação Experimental de Cana-de-Açúcar, Piracicaba: sementes -- 79%; casca -- 16%; película -- 5%.

O fruto deiscente, inicialmente verde, passa a amarelo, castanho e por fim preto; quando está perfeitamente maduro, deixa escapar as sementes que caem no chão.

A semente, considerando o peso, é relativamente grande, oblonga, elipsóide, com os extremos achatados; o comprimento é de 2 a 4 cm por 11 a 12 cm de largura, 9 a 10 mm de espessura. O exterior é preto, bastante estriado de linhas destacadas, salientes, reticuladas; certas variedades têm muitas manchas amarelas. O tegumento ou invólucro é rijo, quebradiço, de fratura resinosa, quase sempre mais espessa na face ventral e nos extremos. Possui, na parte superior, uma excrescência carnuda -- a carúncula próximo à micrópila, que é, por sua vez, pequeno orifício do tegumento. (figura 05)

A carúncula tem a extremidade cônica avermelhada com dois lóbulos, pouco visíveis, quando a semente está seca. No lado interno do invólucro da semente,existe uma película branca, cobrindo a amêndoa. A semente tem 45% de casca e 55% de amêndoa. Pode ter também 33,7% de casca e 66% de amêndoa, certamente na dependência da variedade, condições ecológicas, tratos culturais, etc.

A amêndoa compõe-se de cotilédone oleoso, esbranquiçado encerrando o embrião, o rudimento da planta, cônico, munido de dois apêndices achatados, os cotilédones, as primeiras duas folhas germinativas.

O peso de um litro de sementes varia de 440 a 560 gramas, e contém cerca de 200 a 250 unidades, dependendo da espécie e variedade. A semente pesa 0,67 g.

A percentagem de casca em relação a semente entre 32 e 39%. A percentagem de óleo em relação a amêndoa é 48 a 59%. A percentagem de óleo semente é 50 a 57%.

O peso de uma semente varia entre 0,551 e 0,797 g, segundo J. Adam.

Nas sementes, segundo Arnaudem e Ubaldini da Fonseca, encontram-se 7,2% de água, 37,5% de óleo, 55,3% de açúcar, amido, albuminóides e materiais minerais.

Os referidos analistas acharam nas sementes 4,8% de cinzas e 4,2% de nitrogênio, e no fruto inteiro, 6% de cinzas e 2,9% de azoto.

Extraem-se das sementes 63% de óleo por meio de clorofórmio, ou 34,65% calculados sobre as sementes inteiras.


FIGURA 02____________ ____________________FIGURA 03


FIGURA 04____________________________FIGURA 05

A semente de pinhão, que pesa de 0,551 a 0,797 g, pode ter, dependendo da variedade e dos tratos culturais, etc., de 33,7 a 45% de casca e de 55 a 66% de amêndoa. Nessas sementes, segundo a literatura, são encontradas ainda, 7,2% de água, 37,5% de óleo e 55,3% de açúcar, amido, albuminóides e materiais minerais, sendo 4,8% de cinzas e 4,2% de nitrogênio. Segundo Silveira (1934), cada semente contém 27,90 a 37,33% de óleo e na amêndoa se encontra de 5,5 a 7% de umidade e 52,54 a 61,72% de óleo. Para Braga (1976) as sementes de pinhão manso enceram de 25 a 40% de óleo inodoro e fácil de extrair por pressão. Segundo Peckolt (sd) este óleo, com peso específico a +19ºR = 0,9094 e poder calorífico superior a 9,350 kcal/kg (Brasil, 1985), é incolor, inodoro, muito fluído, porém deixa precipitar-se a frio e congela-se a alguns graus acima de zero; é solúvel na benzina e seus homólogos, insolúvel no álcool a 96 ºC e solúvel em água. Destrói-se a toxidez, aquecido a 100 ºC, em solução aquosa com apenas 15 min. de calor.

Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: SOLO

Esta euforbiácea é considerada como não exigente, em relação a condições climáticas, da solo fértil. Sempre é cultivada nos solos pobres, além disso o preparo mecânico fica a desejar. Não é racional essa errônea maneira de julgamento. Deve-se cultivá-la pelo menos em solos dispondo de boas propriedades físicas, a fim do sistema radicular desenvolver e explorar um grande cubo de terra, que supra sua pobreza e satisfaça a necessidade da planta em nutrientes.

Os solos mais convenientes são, portanto, os sílico-argilo-humosos e os argilo-sílico-humosos. Devem ser descartados os solos demais barrentos, onde a deficiência de oxigênio for maior que 2%; aqueles de pequena profundidade, sempre úmidos, pouco arejados, de difícil drenagem.

Os solos salitrados, os solos salgados precisam ser corrigidos pela drenagem, acompanhada do emprego de gesso, de enxofre, de matéria orgânica em fermentação. As quantidades são indicadas pela análise realizada em laboratório. Na sua falta pode-se experimentar uma tonelada ou mais por hectare. A lavagem com aguá abundante é imperiosa.

Causa esta salinidade a falta ou deficiência de drenagem do solo para escoamento das soluções salinas carregadas de cloreto de sódio ou sal de cozinha, e geralmente carbonato de cálcio, ácido silícico, óxido de ferro que por capilaridade vêm do subsolo. Também o solo é empanturrado pelas águas de chuva ou de rio, vindas dos lugares próximas ou distantes arrastando sais da superfície. A água evapora e o sal concentra-se. A impermeabilidade pode ter origem na estrutura e textura do solo. Ainda pode ser produzida pela aradura repetida sempre à mesma profundidade; forma espelho, camada lisa e dura; a água não infiltra.

A alfafa, a beterraba, o trevo suportam mais do que a maioria das plantas os solos salgados.

Os solos salgados são comum nas regiões áridas e semi-áridas.

Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Pinhão-Manso: CLIMA

A purgueira tem se adaptado, com facilidade, a dierentes condições climáticas. Tem se revelado como vegetal bastante rústico, nas regiões equatoriais úmidas como nas tropicais secas. Tem suportado longas estiagens, nas regiões de terras de baixa fertilidade, e más propriedades físicas. A produção tem sido satisfatória, tanto em rendimento cultural como em relação ao teor de óleo.

Prospera desde a orla marítima, ao nível do mar, até a altitude de cerca de 1.000 m. Dá preferência entre as regiões situadas até 800 m, nos vales úmidos abrigados ou em campo aberto. O desenvolvimento é menos acentuado nos terrenos de encosta, áridos e expostos aos ventos; nessa situação sua altura não ultrapassa 2 m.

Não obstante sua tolerância com respeito aos rigores da seca, o nível de produtividade do pinhão-manso é bastante afetado pela distribuição irregular de chuvas ou mesmo pela ação prolongada de ventos na época da floração.
  • Requerimentos mínimos de chuva para sobreviver: 300 mm/a;
  • Precipitação mínima para produzir frutos: 600 mm/a ;
  • Chuva favorável: 1000 a 1500 mm/a ;
  • Períodos pequenos de seca (um mês) induzirão floração .
Chuva e umidade excessiva provocarão fungo; muita chuva poderia exigir outro espaçamento.

Fontes:

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Aboissa

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Pinhão-Manso: UTILIZAÇÕES DA PLANTA

Tem-se prestado para substituir em parte o arame; os animais respeitam-na pelo acre das folhas e da casca; não lhe tocam à semelhança do aveloz, também conhecido por forquinha ( Euphorbia gymnocladada, Boise ) da mesma família das Euforbiáceas; a cerca torna-se invulnerável aos gados pequenos e grandes, em conseqüência do látex cáustico.

O pinhão e a própria constituição do tapume ainda se presta como produtor de semente oleaginosa; proporciona duas utilidades num tempo único.

Mais uma aplicação do grão-de-maluco é servir de suporte para planta, visto que o tronco se apresenta com a casca lisa, macia; é o caso da baunilha.

A planta ainda tem servido como fixador de dunas na orla marítima. Na medicina doméstica aplica-se o látex ou o suco da planta como cicatrizante de úlcera, também como hemostático; consideram-se ainda as raízes como sendo de poder diurético, estomáquico e adstringente.

O suco da planta também tem emprego como purgante, na dose de 5 a 10 gotas.

O decoto da cápsula retém a urina, estanca o sangue de feridas e úlceras.

As folhas pisadas ou seu decoto são utilizadas em cataplasma aplicada como galactagogo, sobre os seios, como ativador de secreção do leite. Ainda para combater eczemas, dartros, panos e outras dermatoses. São rubefacientes. É eficaz contra o reumatismo. Atribui-se-lhe poder anti-sifilítico.

A raiz, além do emprego medicinal, fornece tinta amarela.

As sementes são empregadas para facho ou archote nas regiões nordestinas e norte brasileiro.

Empregam-se as sementes nos casos de doenças crônicas; a dose é de 5 ou 7, sempre em número impar. O modo geralmente utilizado consiste em assar as sementes, deixar de molho durante algumas horas, com água ou vinho.

Verificam-se casos de intoxicação de crianças e adultos, quando ingerem em excesso como purgativo.

As sementes são adocicadas e de sabor agradável. Constituem gulodice para os meninos e para quem desconhece seus efeitos nocivos. São suficientes 3 ou 4 sementes para purgante. Maior dose é perigosa, e pode ser fatal. Atribui-se a ação a uma globulinha, a curcasina, que foi isolada por Felk. Também ao ácido jatrópico. Acha Kobert, apud Cortesão, provir de fitalbumina.

Ingerindo-se uma única semente fresca, pode causar tanto vômito como diarréia; o efeito é fortemente drástico.

Fontes:

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Aboissa

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Pinhão-Manso: HISTÓRIA DA PLANTA

Julga-se oriundo da América do Sul, Brasil e ainda das Antilhas. Foi introduzido em 1783, segundo Vogel, nas Ilhas do Arquipélago de Cabo Verde, alcançando depois, a África e a Índia. Disseminou-se, em maior escala, por todas as regiões tropicais, temperadas e, em menor proporção, nas frias.

Encontra-se nos terrenos incultos, abandonados, sujeitos às queimadas anuais e mesmo assim vegeta.

Constitui, todavia, fator econômico industrial do arquipélago de Cabo Verde, em Angola, Guiné, Moçambique, nas Antilhas Britânicas, nas Filipinas, no México, Porto Rico, Venezuela, Salvador, sempre ao lado de outras culturas.

Segundo Cortesão (1956) e Peixoto (1973), sua distribuição geográfica é bastante vasta devido a sua rusticidade, resistência a longas estiagens, bem como às pragas e doenças, sendo adaptável a condições edafoclimáticas muito variáveis, desde o Nordeste até São Paulo e Paraná. Segundo estes autores o pinhão manso se desenvolve bem tanto nas regiões tropicais secas como nas zonas equatoriais úmidas, assim como nos terrenos áridos e pedregosos, podendo, sem perigo, suportar longos períodos de secas. Encontra-se desde a orla marítima, ao nível do mar, até 1.000 m de altitude, sendo o seu cultivo mais indicado em regiões que apresentem entre 500 e 800 m de altitude. Nos terrenos de encosta, áridos e expostos ao vento, desenvolve-se pouco, não ultrapassando os 2 m de altura.

Fontes:

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Pinhão-Manso: DESCRIÇÃO

Nome científico: Jatropha curcas L.

O nome Jatropha, deriva do grego iatrós (doutor) e trophé (comida), implicando as suas propriedades medicinais. curcas é o nome comum para o pinhão manso em Malabar, Índia.

Nomes populares: Figo-do-inferno, Grão-de-maluco, Mandubiguaçú, Manduigaçu, Mandythygnaco, Medicineira, Pião,Pinha-de-purga, Pinha-de-purga, Pinhão bravo, Pinhão croá, Pinhão manso, Pinhão-das-barbadas, Pinhão-de-cerca, Pinhão-de-cerca, Pinhão-do-inferno, Pinhão-do-paraguai, Purgante-de-cavalo, Purgueira, Sassi, Siclité, Tapete, Tartago, Tuba, Turba.

No Mundo:

  • Inglaterra: Physicnut
  • Honduras, El Salvador: Tempate
  • EUA: physic nut, purging nut, Barbados nut
  • França: médicinier, purghère, purgera ou pignon d'Inde, pagnon de Barbarie, noix americaine
  • México: zicilte
  • Egito: ab el moluk
GÊNERO E ESPÉCIE - No gênero Jatropha arrolam-se árvores e arbustos de folhas alternas e flores agrupadas em panículas ou corimbos, em geral monóicos; as flores masculinas e femininas com cálice, às vezes com corola, e 10 ou mais estames monoadelfos e 3 estiletes e carpelos e 3 sementes. Este gênero compreende as seguintes espécies mais comuns:

Jatropha curcas, L., Curcas purgan, Engl., Curcas Britt: Pinhão-do-paraguai - pinhão manso, pinhão de purga ou simplesmente pinhão. Habita principalmente a América tropical. Encontra-se também no sul do Brasil e até no Chile.

Jatrophas gossipifolia L.:Pinhão roxo. Habita o Nordeste e o Sudoeste do Brasil, as Antilhas e a América tropical continental. É mais raro que o pinhão-do-paraguai. É arbusto leitoso, de folhas glabras ou pubescentes na página interior, palmadas, lobadas além da metade de 12 a 15 cm, margens ciliadas ou glandubíferas, 3 -- 5 partidas ou 3 -- 5 lobadas, com seguimentos ovados, pontiagudos, denticulados ou inteiros. As flores são roxas, com cápsulas. Inflorescência em cimos. Cápsula ovóide e subglobosa, truncada nas extremidades, com 3 lóculos, contendo 3 sementes. Possui as mesmas propriedades, porém mais enérgicas, que o pinhão-do-paraguai.

Jatropha multifida L.: Flor de coral. Cultivada em São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados. Árvore pequena. Folhas digitadas, partidas em 11 divisões, mais ou menos, de 12 -- 15 cm, as divisões lobadas e flores em corimbos, cor de coral com fruto ovóide.

Jatropha Pohliana, Muell, Arg.: Pinhão bravo, pinhão branco, em Pernambuco. Encontra-se e todo o Nordeste. Arbusto lenhoso. Folhas longo-pecioladas, palmatilobadas, de bordas espinhosas. Inflorescência em cimeira. Flores amarelo-esverdeadas com raias vermelhas. Fruto é cápsula com 3 lóculos, com 3 sementes brumáceas, oleaginosas. Possui o mesmo emprego que o pinhão. Há três variedades: - molissimo, Muell, Arg., subglabra, Muell, Arg. Encontra-se desde a Bahia até São Paulo. Arbusto baixo, folhas um pouco como o carvalho ( Quercus robur ) quase glabras, penadas, lobadas e dentadas de 6 -- 10 por 4 -- 5 sépalas e 10 estames.

Jatropha urnes, L. J., statimulosa Michx: Cansanção de leite - pinha queimadeira - urtiga vermelha - . Encontra-se na América Central até Pernambuco e Rio de Janeiro. Dá preferência às situações sombreadas, habita as serras frescas provenientes de freqüentes fontes naturais, olhos d'água. Planta herbácea suculenta, em torno de 1 m de altura, ereta, apresentando hastes e folhas tapizadas de pêlos glandulares dolorosos e ardentes. Em contato com a pele, os pêlos quebram as pontas e derramam o líquido cáustico, urentíssimo, provocando um prurido insuportável, com inchação e até feridas. Dizem que o cozimento da raiz tonifica e estimula o aparelho geniturinário; o chá da raiz na medicina caseira é tomado como diurético e sudorífico.

ESPÉCIE - Howard, segundo J. Adam, apud Cortesão, assinala a variedade de folhas verdes, com sementes, com tegumento castanho-avermelhado, porém de estrutura anatômica pouco diferente da variedade de folhas vermelhas, com sementes pequenas, de tegumento escuro. Adam cita a variedade de Jatropha Mahafalensus, de Madagascar, que cresce, reproduz e dá produção analoga à da Jatropha Curcas, L.

Cortesão informa que os portugueses distinguem duas variedades.

A variedade "catártica medicinal", a mais dispersa no mundo; as amêndoas muito amargas e muitíssimo purgativas.

A variedade "árvore de coral", medicinal-de-espanha, árvore de nozes purgativas; as folhas são eriçadas de pêlos glandulares; segregam latéx, límpido, amargo, viscoso e muito cáustico.

F. Pax apud Cortesão distingue três variedades:

Jatropha curcas, L.; Jatropha curcas, Paz, diferente da J. curcas, L., pela penugem ou cotão nos ramos florais; Jatropha macrophyla, Pave, de folhas mais profundamente labiadas.

Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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A CULTURA DO PINHÃO MANSO - Jatropha curcas

Segundo Beltrão, 2006, o pinhão manso (Jatropha curcas) é uma planta arbustiva da família das Euforbiáceas possivelmente originária da América, que ocorre de forma espontânea em diversos estados do Brasil. No passado, o pinhão manso já foi cultivado em pequena escala em alguns países, inclusive no Brasil, mas atualmente é uma cultura de pequena expressão mundial. É encontrado vegetando de forma espontânea, mas também em cercas-vivas ou próximo a residências, onde tem valor folclórico ou aplicações medicinais.

Com o advento do Programa Brasileiro de Biodiesel, o pinhão manso foi incluído como uma alternativa para fornecimento de matéria-prima. Esta escolha baseia-se na expectativa de que essa planta possua alta produtividade de óleo, tenha baixo custo de produção por ser perene e seja extremamente resistente ao estresse hídrico, o que seria uma vantagem significativa principalmente na região semi-árida do país.

Num trabalho, nosso, de revisão bibliografica, estamos disponibilizando o maximo de informações achadas sobre o assunto, na esperança que possamos achar meios de garantir a produção de biodiesel no Brasil.

Dividi o tema em vários tópicos, como vemos abaixo:

  1. DESCRIÇÃO

  2. HISTÓRIA DA PLANTA

  3. UTILIZAÇÕES DA PLANTA

  4. PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE

  5. CLIMA

  6. SOLO

  7. CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS

  8. USO do ÓLEO

  9. ADUBAÇÃO e CORREÇÃO

  10. PROPAGAÇÃO

  11. PLANTIO

  12. TRATOS CULTURAIS

  13. PRAGAS e DOENÇAS

  14. COLHEITA

  15. VANTAGENS

  16. DESVANTAGENS

  17. Pinhão-Manso: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Fontes:

PlanteBiodiesel

Aboissa

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Maior produção de biomassa com plantas transgênicas

As plantas usam um conjunto comum de mecanismos para processos metabólicos e de desenvolvimento . Mas os cientistas sabem, que as plantas têm mecanismos específicos que regulam a distribuição de recursos. As plantas podem escolher entre usar um recurso para crescer e desenvolver-se, produzir compostos de defesa, ou para reserva, como no caso de frutos e raízes especializadas. Pesquisadores do instituto Max Planck de Alemanha estudaram o papel de um importante composto, o fosforribosilpirofosfato (PRPP), na distribuição de nutrientes. Os cientistas introduziram o gene PRS, que codifica a enzima necessária para a síntese de PRPP, na planta modelo Arabidopsis e em plantas de tabaco. El PRPP é necessário para o crescimento, em particular na rota para fabricar nucleotídeos (que formam parte do ADN y o ARN), certos aminoácidos, e outros componentes celulares importantes. A introdução do gene PRS causou um aumento na biomassa em diferentes condições de crescimento. Esta estratégia poderia servir para aumentar a biomassa de certos cultivos, em particular aqueles que serviriam para produzir biocombustíveis.

Fonte: ISAAA CropBiotech Update

Frutas tropicais brasileiras

Abiu (Lucuma caimito; Sapotaceae), da Amazônia
Abiu-preto (Pouteria ramiflora; Sapotaceae), Amazônia e Centro-Sul do Brasil
Açaí (Euterpe oleracea; Palmae), da Amazônia
Achuá (Sacoglittis guianensis), do Brasil
Ajuru (Chrysobalanus icaco), do Brasil
Algarobo (Prosopis ruscifolia), do Brasil
Amendoim-de-árvore ou Castanheira-da-praia (Bombacopsis glabra); Bombacaceae do Brasil
Araçá (Psidium cattleianum, Psidium araça; Myrtaceae). do Brasil
Araçá-boi (Eugenia stipitata; Myrtaceae), do Brasil
Araçá-cagão (Annona cacans), da Mata Atlântica e do Cerrado do Brasil
Araçá-de-anta (Bellucia grossularioides), do Brasil
Araçá-roxo (Psidium rufum; Myrtaceae), do Brasil
Aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius; Anacardiaceae), várias formações vegetais do Brasil


Babaçu (Orbignya speciosa; Palmae), Amazônia e Mata Atlântica na Bahia
Bacaba (Oenacarpus distichus), Amazônia


Bacupari (Rheedia brasiliensis ou Rheedia gardneriana; Gutiferaceae ou Garcinia brasiliensis/Garcinia cochinchinensis Clusiaceae), do Brasil
Bacupari-miúdo (Posoqueria acutifolia), do Brasil
Baru (Dipteryx alata), das matas e cerrados do Brasil Central. Espécie ameaçada.
Brejaúva (Astrocaryum aculeatissimum), Mata Atlântica
Buriti (Mauritia flexuosa; Palmae), brejos de várias formações vegetais
Cacau (Theobroma cacao; Malvaceae), da Amazônia
Cagaíta (Eugenia dysenterica; Myrtaceae), cerrados brasileiros
Cajá (Spondias mombín; Anacardiaceae), do Brasil
Cajá-grande (Spondias venulosa; Anacardiaceae), do Brasil
Cajá-redondo (Spondias macrocarpa; Anacardiacea), do Brasil
Caju (Anacardium occidentale; Anacardiaceae), da região costeira do N e NE do Brasil
Cajuí (Anacardium giganteum; Anacardiaceae), do Brasil
Camu-camu (Myrciaria dubia; Myrtaceae), também chamada guavaberry, da Amazônia
Caqui-do-cerrado (Diospyros hispida), do Brasil
Caqui-do-mato (Diospyros brasiliensis), do Brasil
Carnaúba (Copernicia prunifera), NE do Brasil e Pantanal
Castanha-do-pará ou castanha-do-brasil (Bertholletita excelsa; Lecythidaceae), da Amazônia
Cuiarana (Buchenavia tomentosa), do Brasil
Cuieira (Crescentia cujete L.), da Amazônia
Cumaru (Dipteryx odorata), do Brasil
Curiola (Pouteria ramiflora), do cerrado brasileiro
Embaúba-vermelha (Cecropia glaziovii)', do Brasil
Feijoa ou Goiabeira-serrana (Feijoa sellowiana; Myrtaceae), do sul do Brasil
Fruta-de-tatu (Chrysophyllum soboliferum; Sapotaceae), do cerrado brasileiro
Goiaba (Psidium guajava; Myrtaceae), do Brasil e América tropical
Grumixama (Eugenia brasiliensis; Myrtaceae), da Mata Atlântica pluvial do Brasil
Guabiju (Myrcianthes pungens; Myrtaceae), da Mata Atlântica brasileira, nas florestas de altitude do S e SE
Guabiroba (Campomanesia eugenioides), do Brasil
Guabiroba-branca (Campomanesia neriiflora), do Brasil
Guabiroba-da-mata (Campomanesia xanthocarpa), do Brasil
Guaçatunga (Casearia decandra), do Brasil
Guaçatunga-grande (Casearia rupestris), do Brasil
Guaraná (Paullinia cupana; Sapindaceae) da Amazônia
Guariroba (Syagrus oleracea; Palmae), SE e NE do Brasil
Ibapobó (Melicoccus lepidopetalus), do Brasil
Ingá (Inga cylindrica), do Brasil
Ingá-branco (Inga laurina), do Brasil
Ingá-cipó (Inga edulis), da Amazônia
Ingá-dedo (Inga sessilis), do Brasil
Ingá-ferradura (Inga cylindrica), do Brasil
Jaboticabarana (Plinia rivularis; Myrtaceae), do Brasil
Jabuticaba (Myrcia cauliflora; Myrtaceae), da Mata Atlântica brasileira
Jaci (Attalea butyracea), da Amazônia
Jaracatiá (Jacaratia spinosa), do Brasil
Jarana-mirim (Lecythis chartacea), do Brasil
Jatobá (Hymenaea courbaril;Leguminosae Caesalpinoideae), do Brasil
Jenipapo (Genipa americana; Rubiaceae), do Brasil
Juçara (Euterpe edulis; Palmae), do Brasil
Jutaí (Dialium guianense), do Brasil
Licuri (Syagrus coronata; Palmae), da Mata Atlântica brasileira
Lobeira (Solanum lycocarpum; Solanaceae), do cerrado do Brasil
Louro-branco (Porcelia macrocarpa), do Brasil
Maçaranduba (Manikara huberi), do Brasil
Maçaranduba-mirim (Manikara salzmannii), do Brasil
Macaúba (Acrocomia aculeata; Palmae), das matas do N ao SE brasileiros
Mamão-do-mato (Carica quercifolia; Caricaceae), do Brasil
Mamica-de-cadela (Brosimum gaudichaudii), do cerrado brasileiro
Mapati (Pourouma cecropifolia), do Brasil
Marajá (Pyrenoglyphis maruja), da Amazônia
Mari (Geoffroea striata), do Brasil
Maria-preta (Diospyros obovata), do Brasil
Marmelada-nativa (Alibertia edulis), dos campos da Amazônia
Marmelinho (Diospyros inconstans), do Brasil
Marmelinho-do-campo (Alibertia sessilis), do Brasil
Marolo (Annona crassiflora), do Brasil
Monguba (Pachira aquatica), da Amazônia
Murici (Byrsonima crassifolia), do N e NE do Brasil
Murici-da-mata (Byrsonima stipulacea), do Brasil
Murici-do-cerrado (Byrsonima coccolobifolia), do Brasil
Murici-miúdo (Byrsonima spicata), do Brasil
Murici-pequeno (Byrsonima verbacifolia), do Brasil
Murmuru (Astrocaryum ulei), da Amazônia
Murumuru (Astrocaryum murumuru), da Amazônia, principalmente Pará e Ilha de Marajó
Olho-de-boi (Zizyphus oblongis), do Brasil
Pau-de-jacu (Pourouma guianensis), do Brasil
Pepino-do-mato (Ambdania acida), do Brasil
Pequi (Caryocar brasiliense; Caryocaceae), do cerrado brasileiro
Pequiarana (Caryocar microcarpum; Caryocaceae), do Brasil
Perta-güela (Gomidesia affinis), do Brasil
Pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica), do cerrado brasileiro
Pindaíba (Dugetia lanceolata), do Centro-Oeste, SE e S do Brasil
Pinha-da-mata (Rollinia sericea; Annonaceae), do Brasil
Pitanga (Eugenia uniflora; Myrtaceae) da Mata Atlântica brasileira
Pitomba (Talisia esculenta; Sapindaceae), do cerrado brasileiro
Pupunha (Bactris gasipaes; Palmae), da Amazônia
Quina (Strychnos pseudo-quina), do Brasil
Sapota-do-solimões (Matisia cordata), da Amazônia
Sapucaia (Lecythis pisonis), da Mata Atlântica brasileira
Saputá (Salacia elliptica), do Brasil
Serigüela (Spondias purpurea), do Brasil
Sorvinha (Couma utilis), da Amazônia
Tapiá (Crateva tapia), do Brasil
Tatajuba (Bagassa guianensis), do Brasil
Umari (Poraqueiba sericea), do Brasil
Umiri (Humiria balsamifera), do Brasil
Uricuru (Attalea phalerata), da Amazônia
Uvaia (Eugenia uvalha; Myrtaceae), da Mata Atlântica brasileira
Uxi (Endopleura uchi), do Brasil
Veludo (Guettarda viburnoides), do Brasil
XiXa (xixamari uchi), fruta indígena do Brasil

Última atualização: 05/07/2008 22:56arget="_blank"